SAÚDE EM DIA


Doenças não têm cura e, por isso, a prevenção é extremamente importante 
Camisinha e vacinação são duas medidas fundamentais para se proteger. 
 - Do G1 - 
Os vírus da hepatite B e C, do HIV e do HPV são uma grande ameaça - estima-se que 1 a cada 10 pessoas no mundo esteja contaminada com pelo menos um deles.
Como explicaram os infectologistas Caio Rosenthal e Rosana Richtmann no Bem Estar da TV Globo desta segunda-feira (4), um dos meios de prevenção é o uso da camisinha na relação sexual – no caso do HPV, há 70% de proteção.
Os médicos alertaram que todas essas doenças não têm cura e por isso a prevenção é muito importante.
Além do uso da camisinha, há também a vacinação - no caso do HPV, a vacina ainda não está disponível na rede pública; mas no caso da hepatite B, ela pode ser encontrada em qualquer posto de saúde.

Porém, para se vacinar contra a hepatite B, o paciente precisa ter até 29 anos, 11 meses e 29 dias e pertencer ao grupo de risco (gestantes, profissionais da saúde, bombeiros, policiais, manicures, índios, doadores de sangue, homossexuais, usuários de drogas, portadores de DSTs).
Vale lembrar, no entanto, que a imunização só é efetiva após as três doses da vacina.

Além disso, no caso das mulheres, é importante também evitar compartilhar objetos no salão de beleza para evitar a contaminação pelo vírus da hepatite C, que pode causar câncer ou até mesmo levar ao transplante de fígado.
O ideal é que cada uma leve seu próprio kit de manicure ou escolha um estabelecimento confiável – agulhas e seringas também não devem ser divididas.

Mesmo com todos esses cuidados preventivos, os médicos alertaram que é sempre bom realizar exames para saber com antecedência se há algum desses problemas porque o tratamento precoce pode garantir a qualidade de vida do paciente.

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, no caso do HPV, o paciente pode não ter nenhum sintoma e, por isso, é recomendável que as mulheres façam o exame de papanicolau regularmente. Além disso, é bom também realizar exames de sangue com frequência para diagnosticar o quanto antes qualquer uma dessas doenças.

Os médicos alertaram também que pessoas que já tiveram HPV podem voltar a ter e, nesses casos, a importância dos exames é ainda maior. A recomendação é que o papanicolau seja feito uma vez ao ano  a partir do início da vida sexual – após dois resultados negativos, a mulher pode aumentar esse intervalo e se examinar a cada três anos.

Se o resultado dos exames der positivo para hepatite B, C e HIV, é importante sempre realizar um novo teste para confirmar o diagnóstico. Se confirmado, os tratamentos também estão disponíveis no Sistema Único de Saúde.
No caso da hepatite C crônica, muitas vezes o tratamento com remédio não é necessário, principalmente se o fígado estiver preservado. Porém, os pacientes não podem beber, tomar remédios sem orientação médica e, no caso das mulheres, fazer escova progressiva com formol nos cabelos. Em casos mais graves, às vezes é necessário que o paciente tome uma injeção a cada semana.

Em relação ao HIV, dependendo do estágio da infecção e das características do paciente, ele pode ter que tomar até 14 comprimidos por dia ou 420 por mês. Porém, os médicos alertaram que é possível viver bem com a doença, basta ter disciplina com o tratamento. De qualquer maneira, a dica é sempre usar a camisinha como medida de proteção.


O infectologista Caio Rosenthal comentou também a notícia que saiu neste domingo (3), de que pesquisadores dos Estados Unidos apresentaram o que, segundo eles, é o primeiro caso documentado de “cura funcional” de uma criança infectada pelo HIV.
Segundo o infectologista, a criança filha de uma mãe portadora do HIV geralmente é tratada apenas com um medicamento, mas nesse caso, o bebê foi tratado com três remédios.
De acordo com o médico, essa foi uma boa notícia para a medicina, porém é bom saber que a 'cura funcional' significa que o vírus se mantém indetectável pelos testes clínicos padrões, mas que ainda não é possível saber se a doença se manifestará.
O alerta, no entanto, vai para a importância da mãe com HIV realizar um bom pré-natal para proteger o filho.


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ALZHEIMER

O aumento do tempo de vida da população mundial e da média de sobrevida das pessoas eleva a probabilidade de que elas venham a desenvolver a doença de Alzheimer, disse à Agência Brasil a neurologista Soniza Leon, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Todas as pessoas que viverem muitos e muitos anos podem ter Alzheimer. Quanto mais se vive, maior a chance de ter uma demência”, ressaltou a especialista, que também é professora de neurologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Segundo ela, recursos como a nanotecnologia, que permite diminuir o mecanismo oxidativo de neurônios, podem contribuir para prevenir a deterioração natural do organismo com o envelhecimento. Em determinadas populações cujos indivíduos vivem até mais de 100 anos, está sendo estudado se o fator genético contribui para protegê-los desse tipo de demência.

A doença de Alzheimer provoca a degeneração do sistema nervoso. Ela se caracteriza, principalmente, pela demência ou perda das funções corticais, entre as quais se destacam a linguagem, a capacidade de percepção, o raciocínio abstrato, o juízo crítico e a memória. “De todos os fenômenos que envolvem a tomada de decisão, a afetividade, o humor. Todas essas funções corticais são comprometidas nessa doença.”

No caso de comprometimento da linguagem, por exemplo, a pessoa acaba perdendo a capacidade de se comunicar ou de entender o que lhe é perguntado; a memória também começa a ficar prejudicada para fatos recentes. Para fatos passados, ela é preservada, embora durante algum tempo, antes de se perder.

Quanto à capacidade de movimentar-se, o paciente com Alzheimer não tem paralisia, mas apresenta o que os médicos chamam de apraxia da marcha. “É a perda da capacidade de elaborar um ato motor, de início voluntário e, depois, automático e involuntário. É como a criança, quando está aprendendo a andar: ela anda com a perna aberta, com dificuldade, porque não tem a automatização da marcha”, explicou.


Médico alemão identificou doença de Alzheimer em 1906

Em 1906, o médico alemão Alois Alzheimer descobriu que pacientes que tinham um tipo específico de demência apresentavam um quadro com característica degenerativa. De modo geral, a demência do tipo Alzheimer costuma ocorrer em pessoas com mais de 70 anos de idade, embora haja casos de doença mais precoce, aos 60 anos, explica a neurologista Soniza Leon, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Segundo a neurologista, existe relação entre Alzheimer e depressão.
“Como o humor e todo o conjunto de funções dependem das atividades corticais, a alteração do humor pode fazer parte da doença, tanto a depressão quanto a perda do juízo crítico, a mania, uma agitação psicomotora.” 
Ela destaca que alguns pacientes não ficam parados, andam a noite toda, mantêm-se acordados, enquanto outros permanecem totalmente parados, deprimidos. “Cada um tem uma manifestação de humor, maior ou menos grave, para depressão ou mania. Isso vai variar de paciente para paciente.”

Apesar de não existirem estudos que determinem qual é o percentual da população mundial ou brasileira que sofre da doença, a neurologista informa que isso varia de acordo com as populações e com as faixas etárias. De acordo com Soniza, é possível encontrar pelo menos 20% de pacientes com demência na faixa etária entre 80 e 90 anos, que pode ser provocada por outros problema, como colesterol alto, hipertensão arterial sem tratamento e diabetes. “Então, 60% dos pacientes que têm demência têm a demência do tipo Alzheimer junto com uma demência por síndrome metabólica de outras causas.”

A médica admite que é muito difícil para a família conviver com um paciente com Alzheimer e destaca a importância dos cuidadores de idosos. O trabalho desses profissionais vem ganhando importância, pois, como as pessoas vivem mais, ficam mais sujeitas a desenvolver demência e a depender de terceiros.
Os cuidadores hoje têm treinamento especial para lidar com esses casos. Em geral, são técnicos de enfermagem ou de fisioterapia.
Soniza destaca, porém, a responsabilidade da família: “o cuidador é uma figura importante, mas a família não pode deixar de fazer tudo para cuidar daquela pessoa”.

Ao suspeitar que um parente pode estar iniciando um quadro de demência, a família deve buscar a avaliação de um neurologista, “porque esses sinais podem estar presentes em demências que podem ser tratadas”, aconselha a médica. O hipotireoidismo no idoso apresenta sinais semelhantes aos da doença de Alzheimer, mas se houver tratamento de reposição do hormônio ou as causas forem tratadas, o paciente pode recuperar a memória.

Existem outros tipos de demência que não decorrem de degeneração, entre elas as demências por deficiência de vitamina B12, por diminuição de hormônio tireoidiano, por hidrocefalia e por sífilis, além das que têm causas infecciosas, como a encefalopatia do HIV.







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Colesterol alto em crianças pode ser prevenido através da alimentação

A infância é fase propícia para que os pais ensinem bons hábitos alimentares aos filhos. Confira dicas da nutricionista da Sare Drogarias para prevenir a hipercolesterolemia infantil

Já faz algum tempo que a hipercolesterolemia –  normalmente associada aos adultos – também acomete as crianças. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, cerca de 30% das crianças brasileiras com histórico familiar de cardiopatia apresentam níveis de colesterol elevados. As principais causas do alto índice são, em primeiro lugar, a propensão genética, seguida pelos maus hábitos alimentares. 

Ainda que tenha fama de vilão, o colesterol é essencial para a saúde. Ele é necessário para a construção e manutenção das membranas celulares, auxilia na formação da bílis e no metabolismo das vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K.   É precursor para a síntese de vitamina D e de  hormônios esteroides e sexuais. 
E a questão não é só mensurar o colesterol total no sangue, mas também checar os níveis de colesterol bom (HDL) e ruim (LDL), que devem estar equilibrados. A maior parte do colesterol no organismo é produzido pelo próprio corpo, e o resto provém da alimentação, dos alimentos de origem animal, como carnes, laticínios e embutidos.

As crianças que apresentam colesterol alto devem sempre ter acompanhamento médico. As que têm o problema devido à hereditariedade podem ajudar no tratamento da doença adotando bons hábitos alimentares e praticando esportes.

De acordo com a nutricionista da Sare Drogarias, Alessandra Rocha, a conscientização dos pais e das crianças sobre a qualidade da alimentação é fundamental para o crescimento saudável e se torna ainda mais relevante nos casos de hipercolesterolemia infantil. “Quanto mais tempo o organismo de uma criança for submetido a alterações nos níveis de colesterol, maiores serão as chances de que desenvolva doenças relacionadas ao problema. É na infância dos filhos que os pais devem ensinar bons hábitos alimentares”, ela diz.
Segundo Alessandra, o ideal é que a alimentação dos pequenos seja abundante em frutas, verduras e legumes, alimentos ricos em nutrientes essenciais para a formação e desenvolvimento saudável do organismo. Para a maioria que reluta em comer esses alimentos, a nutricionista ensina: “Os pais devem diversificar as receitas  e mudar a cara do prato, deixando-o mais colorido e atrativo. Além disso, levar a criança ao mercado ou à feira para comprar os alimentos e deixá-la ajudar no  preparo das receitas estimula a adesão à alimentação saudável”.

Quanto ao ovo, por tanto tempo acusado de “bomba de colesterol”, os estudos indicam que ele pode ser consumido moderadamente – até uma unidade por dia – , uma vez que aumenta tanto o bom quanto o mau colesterol e é importante para a manutenção dos músculos, memória, entre outros. Porém, para quem tem altos níveis de colesterol ruim no sangue, é melhor não inclui-lo de forma constante na dieta.

Salgadinhos industrializados, refrigerantes e biscoitos recheados são inimigos da saúde dos pequenos, pois apresentam altos índices de gorduras e açúcar. Muitos deles, ao serem consumidos em excesso e regularmente, podem desencadear uma síndrome metabólica e levar, no futuro, aos problemas cardiovasculares. O refrigerante pode ser substituído por sucos naturais sem açúcar e as sobremesas podem ser frutas secas ou frescas, gelatinas, entre outras. No inverno, vale apresentar sopas aos pequenos, com legumes variados. Para chamar a atenção da criança, uma dica é cortá-los em formatos de desenhos e acrescentar massas leves.
Para mais informações acesse: 


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Sistema computadorizado pode ajudar a detectar câncer de mama ainda precoce
 - Do Correio Braziliense -   
Um novo software, desenvolvido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, escaneia imagens de tecido mamário para procurar mais de 6 mil características que indiquem se uma pessoa tem um tumor e qual a severidade da doença  
Cada vez mais as revoluções tecnológicas invadem o mundo da medicina. Entre aparelhos de ressonância magnética, robôs que ajudam em cirurgias e dispositivos como marca-passos constantemente em evolução, não há como fugir da tecnologia em um hospital. Essas inovações chegaram inclusive à patologia — estudo das alterações em estruturas de células, tecidos e órgãos — e, consequentemente, à oncologia, especialidade médica que analisa cânceres.

A pesquisa que resultou na criação do programa de computador C-Path foi publicada ontem na revista especializada Science Translational Medicine. O sistema é considerado por seus criadores como o primeiro modelo computadorizado de patologia com potencial para ser usado clinicamente.

O especialista em anatomia patológica Andrew Beck, desenvolvedor do C-Path, explica que o software funciona executando uma série de etapas de processamento de imagens microscópicas para identificar células de câncer e de tecido conjuntivo no tecido das mamas. “Ao identificar essas estruturas, o programa mede milhares de características de células de câncer e de estroma (ver infografia) e a relação que elas mantêm entre si. Então, ele aplica métodos estatísticos para essas medições, a fim de saber a melhor combinação de dados e predizer as chances de sobrevivência do paciente”, descreve.

Segundo Beck, ele e seus colegas de pesquisa desenvolveram o programa porque acreditavam que uma análise computacional do câncer de mama poderia levar à detecção de novas características da doença, que não são analisadas por patologistas, mas poderiam ser importantes. “Desse modo, teríamos como usar essa análise para auxiliar os médicos no diagnóstico do problema de saúde e avaliar o grau de gravidade do tumor”, explica o norte-americano.
Ele ressalta que, quando utilizou o programa de computador, se surpreendeu ao notar que as características do formato (morfologia) das células estromais estavam diretamente ligadas às chances de o paciente voltar a ter câncer ou ao tempo de vida estimado que ele ainda tinha. Hoje, afirma o pesquisador, apenas as características das células de câncer são usadas na hora de detectar a doença.

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Inteligência artificial
A especialista em bioinformática da Universidade de Brasília (UnB) Tainá Raiol conta que o uso da tecnologia na área de saúde muitas vezes fica limitado a programas de computador voltados para processos administrativos e a softwares de equipamentos hospitalares. “Associar procedimentos classicamente utilizados em diagnósticos clínicos, como a visualização de lâminas histológicas — lâminas de vidro que contêm tecido humano e são observadas em microscópio —, ao processamento computadorizado de imagens vai acelerar e melhorar a precisão dos diagnósticos médicos”, estima a pesquisadora, que trabalha com projetos ligados ao uso de softwares que permitem a análise de material genético no intuito de conhecer novos genomas.

Para ela, o C-Path e programas do tipo ajudariam os patologistas a fazer o diagnóstico de câncer. Tainá descreve que, nesse programa, “a análise é feita a partir da técnica de Machine Learning, baseada em inteligência artificial, de forma que o computador aprende a retirar parâmetros da imagem da lâmina, classifica o grau do tumor e relata um prognóstico associado ao nível de agressividade do câncer”. Ela lamenta que o uso de softwares do tipo seja tão recente, especialmente no Brasil.

O oncologista João Nunes, do Centro de Câncer de Brasília (Cettro), contudo, pondera que softwares como o C-Path, que usam modelos matemáticos para calcular potenciais riscos de tumores, apresentam taxa de erro considerável, “porque não há exatidão na área de saúde, ciência que abrange exatas e humanas”. Para ele, um médico precisa tomar decisões sobre a saúde do paciente de forma global. “Você precisa interpretar as informações, não apenas coletar dados”, relata.

Nunes explica que fazer avaliação de risco e diagnóstico de câncer é um processo investigativo. “São necessárias várias informações, de várias fontes, para fazer um laudo conclusivo”, destaca. Embora acredite que ferramentas como o software podem ajudar os médicos, ele alerta que são necessários mais testes que o tornem válido para ser usado no dia a dia dos laboratórios e consultórios.

Mais abrangente
Um dos próximos passos do grupo de pesquisadores de Stanford, conta Beck, é aplicar o método de análise feito pelo sistema em dados de moléculas do organismo, em vez de focar apenas na morfologia das estruturas celulares. “Ao integrar esses dois dados, esperamos identificar a base molecular para as características importantes que encontramos nas estruturas que observamos”, detalha. “Também planejamos estender o sistema para a análise de imagens microscópicas de mulheres com lesões mamárias pré-cancerosas”, acrescenta Beck. Ele diz, ainda, que espera utilizar o software para prever as respostas dos pacientes a tratamentos quimioterápicos.

Ameaça constante
Entre os diversos tipos de câncer existentes, o de mama é o segundo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Anualmente, o câncer de mama é responsável por 22% dos casos da doença entre mulheres, mas, se detectado precocemente, a taxa de sobrevida — sobrevivência da pessoa após detectado o tumor — depois de cinco anos é de 61% entre a população mundial.
No Brasil, estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que, em 2010, cerca de 49,2 mil pessoas foram diagnosticadas com esse problema de saúde.




Câncer de Mama - Outubro Rosa: salvar vidas é um dever de todos   
  - Por Daniele Barreto - 
O "Outubro Rosa" é um movimento internacional, que começou nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo, estimulando a participação da população, entidades, governos e empresas na luta contra o câncer de mama. 
As ações visam conscientizar sobre a importância da prevenção pelo diagnóstico precoce. A campanha ganhou mais visibilidade quando surgiu a ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros, empresas etc, unindo o mundo através da cor e da imagem visual.

Segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, repondendo por 22% dos casos novos a cada ano. É uma doença que pode se manifestar de diversas formas e conhecer os sintomas auxilia no diagnóstico. O sintoma mais comum é o aparecimento de um caroço, que pode ser detectado por exames clínicos e mamografia. Embora seja curável, é uma doença grave e a detecção precoce aumenta em 90% as chances de tratamento e cura. No Brasil, as taxas de mortalidade ainda são elevadas, provavelmente porque a doença é detectada em estágios avançados - pela falta de informação da população.

Auxiliar as mulheres a detectar a doença - aumentando, assim, a chance de cura - é um dever de toda a sociedade. E não há forma mais eficaz de ajudar do que contribuir com a divulgação de informações e a conscientização. Portanto, além de aderir às campanhas na internet, mediante postagens em blogs, redes sociais e sites, é fundamental também lembrar de cuidar daquelas mulheres que estão ao nosso lado: mãe, tias, irmãs, amigas, avó, vizinhas, colegas de trabalho, esposa, primas...

Toda mulher acima de 40 anos ou mais deve procurar um posto de saúde para ter as mamas examinadas, uma vez ao ano. E as que possuem entre 50 e 69 anos devem se submeter a cada dois anos à mamografia. Todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos, garantida pela Lei 11.664/2008.

Procure o seu Posto de Saúde mais próximo. É de graça!
Todos juntos contra o câncer de mama!!!

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Para evitar a cirrose hepática
- Do À Sua Saúde/JBBlog -
O fígado é uma “usina de processamento” que realiza mais de 200 funções diferentes, todas interligadas: destrói, reprocessa e reconstrói como se fosse vários órgãos independentes. Enquanto funciona produz calor e, assim, ajuda a regular o volume sanguíneo; tem ação antitóxica importante, processando e eliminando elementos nocivos de bebidas alcoólicas, café, gorduras e medicamentos, entre outros. Além disso, tem um papel essencial no processo de absorção de substâncias nutritivas dos alimentos. Age também como um depósito, armazenando água, ferro, cobre, as vitaminas A e D e o complexo B.
Já deu para perceber que o fígado é um órgão nobre sem o qual não conseguimos sobreviver, não é? Pois bem. Existem algumas doenças graves que acometem esse órgão tão precioso, mas, se tivermos cuidado com a nossa saúde, as chances de desenvolvê-las diminuirão consideravelmente.

Um exemplo é a cirrose hepática. Ela é uma inflamação crônica e progressiva do fígado, resultado de anos e anos de agressões. O tecido hepático normal é substituído por nódulos de tecido fibroso e o órgão torna-se endurecido, incapaz de realizar suas funções. Se instalada, pode ter sua evolução interrompida com tratamento médico aliado à adoção de hábitos alimentares saudáveis e melhor qualidade de vida de maneira geral.

O que você pode fazer
Os fatores que causam a cirrose são o uso abusivo de álcool ou de algumas drogas; distúrbios cardíacos e vasculares; diabetes e desnutrição. Nestes casos, você pode fazer a sua parte.
Primeiro, o abuso de álcool e drogas são evitáveis e, se há dificuldade em abrir mão desses vícios, é hora de procurar ajuda especializada. 
Em se tratando das enfermidades cardíacas e diabetes, muitas vezes se devem a uma alimentação nociva ao organismo, repleta de gordura, sal e açúcares: isso você também pode mudar, reeducando-se com o acompanhamento de um nutricionista. E, com relação à desnutrição, é bom lembrar que não é uma doença de pessoas magras, mas de quem se alimenta mal (de novo, o que você come…).

A hepatite B também causa a cirrose hepática e vacinar-se é a melhor forma de prevenção. Mas, como ela se transmite através do sangue e dos fluidos orgânicos, é bom evitar partilhar objetos pessoais, como barbeador, escova de dente, brincos e corta-unhas e estar atento à esterilização nos salões de beleza e clínicas de tatuagens e piercings; usar preservativos nas relações sexuais, evitar drogas ilícitas e, se for o caso, nunca partilhar agulhas ou seringas. O mesmo vale para a hepatite C, que também causa a cirrose, com a diferença que, contra esse tipo, ainda não há vacina.

Outras causas da cirrose são as doenças autoimunes e as hereditárias como níveis elevados de tirosina no nascimento (um dos componentes das proteínas do ser humano) e acúmulo de uma quantidade excessiva de cobre (doença de Wilson). Para esses casos e em outros mais específicos, o tratamento clínico é a saída.
Para cuidar do seu fígado, vale qualquer esforço!
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Alergia? Imunoterapia é a solução
- Do À sua saúde/JBBlog - 
A alergia é uma resposta exagerada do nosso sistema de defesa, em geral, contra substâncias inofensivas. Geralmente começam na infância e persistem por anos, muitas vezes por toda a vida. Elas também podem se desenvolver em qualquer idade, e quem tem uma doença alérgica tem alto risco de desenvolver outras mais.

A boa notícia é que pessoas alérgicas podem viver sem sintomas e o nome do “antídoto” é imunoterapia, atualmente a única intervenção médica capaz de mudar a trajetória de aumento global das doenças alérgicas, de acordo com a Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica (EAACI, sigla em inglês). O tratamento nada mais é do que o uso continuado de vacina, por determinado período. O soro estimula um subconjunto de linfócitos (a chamada “regulação das células T”) que treinam o sistema imunológico para ignorar determinadas substâncias que provocam a alergia.

A imunoterapia tem sido indicada, principalmente, para pacientes mais graves ou difíceis, que não podem mais usar os medicamentos convencionais de combate a alergias, seja por falta de eficácia ou pelos adversos inaceitáveis (devido, muitas vezes, à predominância de corticosteróides). Mas grandes avanços tecnológicos na qualidade e na formulação dos extratos dos soros, aliados a uma compreensão mais profunda dos mecanismos das doenças alérgicas, trouxe a imunoterapia para a primeira linha dos tratamentos.

Ela se mostra igualmente ou mais eficaz que os tratamentos farmacológicos no alívio dos sintomas da rinite e da asma, por exemplo. E, ao contrário de medicação “sintomática”, os benefícios da imunoterapia continuam presentes por vários anos após a interrupção do tratamento. Além disso, com os crescentes custos dos medicamentos mais novos e o aumento de alérgicos em todo mundo, a dependência contínua das drogas é insustentável.

Quem já tentou se tratar com imuterapia pode ter desistido pelo fato de que a administração das substâncias era feita com injeções semanais. A segunda boa notícia de hoje é que os laboratórios já oferecem terapia sublingual (como as vacinas dadas às crianças), o que, além de não ser doloroso, evita as visitas semanais ao consultório.
As gotinhas funcionam da mesma forma que as injeções, tanto em pessoas com alergias sazonais  – como nos meses secos – ou durante todo o ano. Há décadas, a imunterapia tem sido usada na Europa e ganhou ampla aceitação nos EUA.

Que tal experimentar? Ou você quer passar a vida abraçado a uma caixa de lenços?…

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Próstata: sua vida num exame de 30’’  
- Do À sua saúde/JBBlog -  
Como tantas outras formas de câncer, o da próstata é silencioso em seus estágios iniciais. 
Por isso, a importância da conscientização da população masculina (e da feminina, que incentiva os homens) sobre o quanto é fácil se prevenir. A insistência da classe médica não é à toa: há uma maior incidência da doença em todo o mundo.

O fundamental quando o assunto é câncer da próstata é o exame preventivo, que consegue detectar tanto a hipertrofia benigna da próstata, como o câncer em fase inicial e ainda curável. O exame de toque retal dura de cinco a 30 segundos e é indicado, de forma geral, para homens a partir dos 45 anos. E o mais importante: saudáveis. Isto porque o aparecimento dos sintomas já é indicativo de que a doença existe há algum tempo e pode ter se espalhado pelo corpo. Homens com história familiar de câncer da próstata (principalmente pais e irmãos) devem fazer o exame preventivo após os 40 anos de idade, a cada semestre.


Este exame é insubstituível e tão eficaz que, mesmo quando a taxa de PSA estiver normal, é apenas pelo toque que o médico pode descartar a hipótese da doença. Para quem não sabe, o PSA (antígeno prostático) é uma enzima com características de marcador tumoral, por isso é usada neste diagnóstico; sua quantidade no organismo é analisada pelo exame de sangue.

Bom, aposto que os mais preguiçosos pensaram que o exame preventivo era suficiente para se precaver da doença. Felizmente, não é… Digo “felizmente” porque  homens que se alimentam bem e praticam exercícios regulares correm menos risco de desenvolver câncer da próstata. Países cuja dieta comum tem baixo teor de gordura animal (vegetais, arroz, soja) apresentam menos incidência da doença. Vida sedentária também aumenta as chances de desenvolver o tumor.

Tratamento
Se o paciente foi diagnosticado com câncer da próstata, o tratamento vai variar de acordo com a extensão da doença. Os tumores localizados dentro da glândula, às vezes, não precisam ser tratados; se o caso apresentar alguma particularidade, é possível recorrer à cirurgia de prostatectomia radical, ou à radioterapia. Quando o câncer atinge o entorno da próstata, é comum o tratamento radioterápico. E se o tumor se estender para outros órgãos, é feito o tratamento com medicamentos à base de hormônios ou a retirada cirúrgica dos testículos (que também é uma forma de hormonioterapia, já que elimina os órgãos que produzem o hormônio masculino, responsável pelo crescimento do tumor).

É melhor adotar um estilo de vida mais saudável…
E muito, muito mais fácil e rápido fazer o exame preventivo.
Boa consulta para você!
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